quarta-feira, 20 de março de 2013

Procedimentos para Atualização do PBQP-h de Dezembro de 2012

Em Dezembro de 2012 houve a revisão do regimento SiAC do PBQPh que comentamos aqui no Consultoria PBQP-h.

As organizações construtoras do subsetor Edificações tiveram pouco tempo para se adequar e a partir de 05/03 deste ano as auditorias começaram a ser realizadas com base no novo regimento.

Uma das empresas que assessoro já teve a experiência de ser auditada, e sinceramente não foi um processo nada simples. Durante a auditoria os requisitos legais e regulamentares estão sendo exigidos com maior rigor e profundidade.

Será comum a partir de agora, em auditorias de qualidade, auditores levarem PCMAT e PPRA para obra e verificar requisitos ligados a gestão de saúde e segurança do trabalho.

Um desvio de foco da auditoria?  Na minha opinião e do primeiro auditor em que tivemos contato não completamente. O que têm ficado claro é que agora o PBQP-h caminha para ter uma abrangência maior, se preocupando não apenas com a qualidade e a produtividade, mas também com a sustentabilidade e a saúde e segurança do trabalho.

Para facilitar a adequação a esta nova norma, nós preparamos um pacote de atualizações que poderá ajudar você a não ter surpresas durante as novas auditorias que já começaram a acontecer.  Esse pacote contempla os seguintes documentos.

Procedimento para Gestão de Requisitos Legais
  Lista de Documentos de Origem Externa
  Formulário para controle de requisitos legais
  Formulário para identificação de alterações de requisitos legais

Procedimento Para Gestão de Requisitos Ligados a Segurança do Trabalho
  Ficha de controle de entrega e conscientização para uso do EPI 

Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos
  Tabela de Classificação de Resíduos da Construção Civil

Plano de Qualidade de Obra - PQO

Mapa de Indicadores contemplando mais indicadores de acordo com a revisão do Requisito 5.4.1.1 Objetivos da qualidade voltados à sustentabilidade dos canteiros de obras

Por último um guia com as principais exigências que serão verificadas durante as auditorias.  Com o novo regimento do SiAC, certas exigências passaram a ter mais relevância e certamente serão mais cobradas a partir de agora.

Você pode adquirir este pacote completo por apenas R$ 59,90 com o Pagseguro da UOL, a forma mais segura de comprar na Internet brasileira no link a seguir:



Você também poderá realizar a compra por depósito em conta bancária, para isso basta enviar um email solicitando os dados para comercial@totalsolucoes.eng.br.

Na minha opinião as mudanças foram mais profundas do que muitos sites comentaram no início deste ano, digo isso por uma experiência em auditoria recente. Sinceramente gostei muito da nova proposta do Ministério das Cidades com a revisão do referencial normativo. Certamente essas mudanças trarão impactos muito positivos nos canteiros de obra principalmente na redução, reutilização e reciclagem de materiais, e também na segurança do trabalho.  Fico na torcida para que essas mudanças realmente tragam os benefícios esperados, agora só depende de nós.


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quinta-feira, 14 de março de 2013

PQO - Plano de Qualidade da Obra - PBQP-h


Plano de Qualidade da Obra


Escrito por Daniel Spalla
Técnico de Qualidade
CREA RJ 2012102680



                O Plano de Qualidade da Obra, comumente chamado de PQO, nada mais é do que um resumo da Obra em questão e suas especificidades, ou seja, para cada obra que a empresa possuir deverá haver um PQO específico; e este, é um dos primeiros documentos a ser elaborado quando se pensar em iniciar uma obra.
                Iniciando-se sua confecção vamos encontrar a apresentação da obra, que deve constar: localização (endereço completo), tipo (residencial, comercial...), área (do terreno, construída, de ocupação...) quantidade de unidades (apartamentos, casas, lojas...), quantidade de pavimentos, se contém área de lazer e área de estacionamento, entre outras. Toda e qualquer informação que se achar pertinente sobre as especificações de acomodação da obra devem ser apresentadas neste momento.

                Obra fisicamente apresentada, é hora de definir sua estrutura organizacional. Essa estrutura, geralmente, é elaborada através de organograma com funções/cargos que vão ser necessários para o avanço da obra e a relação entre os mesmos. Logo abaixo deve haver um quadro contendo as responsabilidades de cada um individualmente. A ideia de expor o organograma com as funções em vez dos nomes dos funcionários é que sempre que houver mudança no quadro de funcionários (demissão, pedido de dispensa...) o PQO teria que ser revisado apenas para trocar algum nome, o que não influenciaria em nada no comportamento da obra, logo, desnecessário.

                Também deve conter no PQO, um projeto/croqui do canteiro da obra. Este layout demonstrará onde estarão locadas, no terreno, todas as instalações provisórias da obra, como: escritório, almoxarifado, refeitório, vestiário, banheiros e tudo mais que se achar pertinente e que facilite se situar.

                Outro ponto imprescindível é que no PQO contenha todos os serviços que serão controlados na obra. Os serviços controlados são determinados de acordo com o que impactará no resultado final da obra caso não sejam executados da maneira correta. Dentro do SGQ, existirão formulários específicos para a inspeção de cada um deles, mas no PQO basta que sejam listados.

                Assim como nos serviços, no procedimento com os materiais também deve acontecer. Todo material necessário para que sejam executados os serviços da obra e que impactarão no resultado final do produto, deve conter formulário específico para que sejam feitas inspeções durante seu recebimento. Todos esses materiais devem ser listados no PQO.

                Tanto para a escolha dos serviços como a dos materiais, deve-se levar em conta que existe um número mínimo a ser controlado, determinado pelo próprio PBQP-h, que varia de acordo com o nível (B a A) de implantação do Sistema apresentado pela empresa e sua Certificação.

                Os equipamentos importantes para a execução da obra, que necessitam de manutenção, também devem ser listados no PQO; e vale ainda citar, as especificidades técnicas para execução e Processos Críticos da obra, que são aqueles que precisam de cuidados especiais para uma boa execução da obra, como: drenagem e memorial descritivo.

                Para que tudo na obra ocorra da melhor maneira possível, evitando retrabalho, juntamente com a perda de tempo, de material e de mão de obra, a melhor coisa a se fazer é investir em treinamentos para todos os funcionários. Para isso deve conter no PQO um programa de treinamentos, em que a empresa saberá qual tipo de treinamento deverá ser aplicado para cada funcionário de acordo com sua função.

                Todas essas informações devem estar de forma resumida, afinal, os detalhes de cada processo vão estar presentes em cada um dos seus respectivos procedimentos. Esse resumo do que diz respeito a qualidade na obra nos permite ter a ideia geral da obra e facilita para que sempre que precisarmos de alguma informação específica de determinada obra, basta recorrermos a este documento.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Calibração no PBQP-h - Requisito 7.6

Controle de dispositivos de medição e monitoramento


Artigo produzido por:
Daniel Spalla  -  email - danielspalla@ymail.com


                Sabemos que se almejamos um bom resultado em qualquer serviço que seja, temos que ter um bom profissional o executando. Este profissional saberá quais os tipos de ferramentas precisará utilizar e ainda, que equipamentos em boas condições de uso também contribuirão para que seu serviço tenha um bom acabamento e passe por aprovação. Para que os serviços sejam executados dentro das conformidades necessárias e as pessoas responsáveis pela inspeção dos mesmos possam ter um melhor controle, o PBQP-H estabelece o requisito 7.6 - Controle de Dispositivos de medição e monitoramento.

                Todo equipamento utilizado para medição e monitoramento de serviço que possa vir interferir no resultado final do produto deve ser calibrado periodicamente. Os mais comuns no ramo da Construção Civil são: trena metálica e de fita de fibra, nível de bolha, prumo, esquadro e régua de alumínio; podendo envolver ainda: balança, termômetro, entre outros, quantos forem necessários. Apesar de o período variar, de acordo com o equipamento e sua frequência de utilização, a empresa deve tê-lo registrado no procedimento e obrigatoriamente controlar e monitorar todos os equipamentos, inclusive os de terceiros, para garantir a confiabilidade das medições.

                Para rastrearmos os equipamentos em campo e saber exatamente onde e com quem estão, se estão guardados no almoxarifado ou sendo utilizados por algum colaborador no campo, cada equipamento deverá receber uma etiqueta de identificação, contendo sua nomenclatura de registro na empresa (ex: no caso de uma trena, TR-008), data da atual calibração e também da próxima. O primeiro passo assim que o equipamento for comprado, e juntamente com a confecção da etiqueta de identificação, é preencher um registro de controle de equipamentos calibrados, com as especificações do mesmo. Nele devem conter informações básicas, como: nome do equipamento, marca do fabricante, data da compra e número da nota fiscal; e outros mais específicos, como: nomenclatura de registro do equipamento na empresa, resultados das observações feitas durante a calibração ou verificação (de acordo com o aparelho em questão e o seu procedimento), data da calibração  atual, assim como da próxima e também o visto da pessoa responsável, aprovando ou rejeitando o equipamento em questão.

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                Em seguida, já no almoxarifado, deve haver outro registro, disponível para o controle de liberação de equipamentos controlados. O ideal é que esse registro seja feito individualmente, para que se tenha um histórico de sua liberação para o campo. Para isso, o registro deve conter os seguintes dados: nomenclatura do equipamento, data da liberação, nome do colaborador e assinatura do mesmo; logo após, a data de devolução (pois o equipamento pode ficar com uma única pessoa mais de um dia) e a assinatura do almoxarife, confirmando que o equipamento foi devolvido.

                Um ponto muito importante dentro desse processo é a conscientização dos colaboradores. Todo colaborador deve passar por um treinamento sobre a importância de se utilizar apenas equipamentos que estiverem devidamente identificados e em dia com a calibração. Deve haver a orientação, para que a qualquer defeito que o equipamento apresentar ou caso perca sua identificação, o colaborador se dirija imediatamente ao almoxarifado, portando o equipamento, para que sejam tomadas as devidas providências, seja uma simples verificação técnica com a recolocação da etiqueta de identificação ou o descarte definitivo do equipamento. O colaborador também deve ser orientado a conservar o equipamento em boas condições de uso e o manter em local apropriado, evitando assim a aceleração do seu desgaste e posterior descarte. A conscientização de todos ajuda ainda, a evitar que algum colaborar entre no canteiro com equipamentos próprios, descalibrados, sem a percepção dos responsáveis pelo setor, e acabem utilizando-os, indevidamente, na execução dos serviços.

                Equipamentos registrados, controlados e rastreáveis, somados a uma boa conscientização dos colaboradores, é tudo que precisamos para atender a Norma SiAC do PBQP-h neste requisito 7.6 e ter um bom resultado final nas dimensões e acabamentos dos serviços, evitando assim, o famoso e temido retrabalho, que como todos sabem, causa gastos tanto de tempo, como de material e também de mão-de-obra, gastos esses que podem sim ser evitados e acarretar em uma economia muito grande para a empresa construtora, fazendo a diferença ao término de uma obra.




Temos um modelo de procedimento completo com etiqueta de calibração, registros de calibração, planilhas de controle em nosso KIT de Documentos para PBQP-h Nível A, saiba mais aqui.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

PBQP-h Rastreabilidade do Concreto - Qualidade e Segurança na Obra


Rastreabilidade de Concreto Estruturada


Artigo produzido por:
Daniel Spalla  -  email - danielspalla@ymail.com





Como é boa a sensação de ao final de uma obra poder observar a satisfação do cliente ao receber seu imóvel que tanto sonhou e batalhou para obter. Entramos, olhamos e com um “check-list” fazemos algumas conferências para saber se está tudo realmente em ordem, sem defeito ou algum serviço com acabamento mal executado e precisando de reparo. Esta é uma etapa que deve existir, para garantir a satisfação do cliente e a melhoria contínua de uma empresa certificada, porém o que é realmente de extrema responsabilidade para a empresa construtora e que deve ser considerado ponto chave durante a execução da obra é o que está por trás de todos esses acabamentos observados pelo cliente: a estrutura.

                Para que tenhamos uma estrutura bem executada devemos fazer o acompanhamento de três serviços: forma, armação e concretagem. Se tratando de PBQP-h vale sempre fortalecer a ideia de que devemos, obrigatoriamente, registrar as inspeções dos serviços e as possíveis não conformidades corrigidas para que tenhamos evidências. No caso específico da concretagem, além da ficha de inspeção normal que todo serviço controlado deve possuir, temos que nos preocupar com mais um ponto: o controle de rastreamento do concreto.

                A rastreabilidade do lançamento do concreto nas peças estruturais, seja ela “apenas” uma sapata ou uma laje por inteiro, deve ser levada extremamente a sério e feita com muita atenção durante todo o seu processo, que vai desde a mistura do concreto na usina, de acordo com o traço e o abatimento exigido em projeto, até o teste de resistência, através do rompimento do corpo de prova 28 dias após o seu lançamento, obtendo a confirmação do seu FCK.

                Assim que o concreto chega à obra deve-se fazer registro da hora, e utilizando a nota fiscal emitida, recolheremos algumas informações pertinentes. O primeiro ato deve ser conferir se o FCK está de acordo com o solicitado e se o número do lacre confere com o que está no caminhão. Ainda na nota fiscal podemos observar e registrar outros aspectos importantes, que vão ser fundamentais para a rastreabilidade do concreto, como o número da própria nota e a placa do caminhão em que foi feito o transporte. Outro ponto importante a se destacar é o horário de saída do concreto da usina, para que se tenha o controle do seu vencimento e não seja lançado após o prazo permitido em Norma, de acordo com as especificações e aditivos utilizados para aceleração ou retardamento da pega.

                Nota conferida, é hora de ser feito o “slump teste” para verificar o abatimento do tronco de cone e a fluidez em que se encontra o concreto. Estando de acordo libera-se o lançamento, registrando a hora de início e molda-se, no mínimo, dois corpos de prova para serem rompidos com 7 e 28 dias após a concretagem, cada.

                Durante o lançamento é ideal que se tenha em mãos um croqui para que sejam demarcadas as áreas e/ou peças estruturais que estão sendo concretadas. Em caso de mais de um caminhão no mesmo dia uma ótima solução é que as marcações sejam feitas utilizando cores diferentes e legendas, indicando qual caminhão foi lançado em cada lugar determinado, registrando ainda a hora de finalização do lançamento de cada caminhão.



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                A última informação a ser registrada na ficha de rastreabilidade da concretagem será o resultado do laudo da resistência do concreto após o rompimento do corpo de prova de 28 dias. Todas essas informações podem parecer excessivas, porém não são difíceis de serem acompanhadas, nem podem deixar de serem registradas e devidamente armazenadas e identificadas, pois é através delas que vamos saber o tempo que o concreto leva até a obra, o tempo gasto com os lançamentos e de espera entre os caminhões, e o principal, são esses registros que vamos ter que rastrear caso tenhamos que tratar alguma não-conformidade futura, como baixo resultado de resistência ou rachaduras e fissuras na estrutura.

Podemos concluir que é através da rastreabilidade que iremos identificar qual concreto foi lançado naquele exato local, estudar a causa do problema e tratá-lo. Um piso quebrado ou oco pode ser facilmente substituído, a pintura retocada, uma instalação reparada, mas quando se trata de estrutura devemos levar o problema muito mais a sério, pois o tratamento, dependendo do caso, pode ser muito mais complicado e envolver um risco além do imaginado. Devido a todos esses fatores a ordem para um bom cumprimento da Norma quando se falar em concreto é: façamos um rastreamento do lançamento do concreto de forma cuidadosa e melhorando continuamente seu controle, registro e armazenamento.

Disponibilizamos para download em nosso Ambiente de Downloads um formulário completo que auxilia no controle e rastreabilidade do concreto.

Já tem acesso? Então basta clicar aqui.


O Ambiente de Downloads já possui mais de 215 videos, planilhas de qualidade, apresentações, formulários e documentos sobre Qualidade, Gestão Ambiental, Segurança do Trabalho, Engenharia de Produção, Administração, Gestão Financeira e ISO 9001 que você poderá ter acesso por apenas R$ 30,00 anual.  Adquira agora mesmo seu acesso usando o Pagseguro da UOL.



Para leitores residentes fora do Brasil a opção via Paypal também está disponível por apenas US$ 30,00 dólares.




Veja neste link a relação com todos os documentos disponíveis para download em nosso Ambiente de Downloads.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Consultoria On Line em PBQP-h - Nível A e ISO 9001



Para as empresas que buscam consultoria em PBQP-h com objetivo de implementar um sistema gestão da qualidade na construção civil, o Consultoria PBQP-h está disponibilizando uma nova modalidade de implantação, segura e econômica.  Se a sua cidade não possui consultores que residam próximo de você, ou ainda, se você prefere a modalidade do "faça você mesmo" através de suporte on line e por um preço mais em conta essa novidade poderá ser a sua solução.  Vamos apresentar a modalidade de Consultoria On Line em PBQP-h.

Como nós te ajudaremos?

Apresentaremos os requisitos do PBQPh e ajudaremos na elaboração da documentação e implementação de forma 100% on line, sem precisar ir até a sua empresa.  Conosco você terá o seu consultor on line com experiência em implantação e certificação em PBQP-h.

Utilizamos o conceito do faça você mesmo, com nosso suporte você realizará todas as adequações necessárias para implantar os requisitos do programa na sua empresa, no tempo e horários que achar mais conveniente.

No momento em que você estiver apto auxiliaremos no processo de contratação de uma auditoria de certificação no PBQPh.





Quais são as vantagens da consultoria on line em relação a consultoria tradicional.

Não haverá custos de hospedagem, transporte e alimentação que sempre são cobrados a parte e que oneram em mais de 50% as consultorias de implantação do PBQPh no Brasil.

Você não precisa parar seu trabalho para receber o consultor, poderá realizar as atividades de implantação na hora em que achar mais conveniente e realizar as reuniões on line nos melhores horários para você.

Terá o suporte de consultores com experiência em implantação e certificação em PBQPh Nível A.

Consultoria presencial é até 6 vezes mais cara, em algumas regiões do Brasil, que uma consultoria on line.

Como consultoria é um processo de transferência de conhecimentos, então é 100% aplicável e prático realizar esse serviço de forma online. Os custos são reduzidos e você terá o suporte necessário para atingir a tão sonhada certificação.

Temos experiência na implantação do PBQPh Nível A em construtoras, além de normas como a ISO 9001, ISO 14001 e OHSAS 18001 nas quais também fornecemos consultoria on line.

Com o nosso suporte, reduz-se os riscos da sua empresa cometer alguma falha durante a implementação e adequação dos requisitos e consequentemente durante a auditoria de certificação.



Quanto custa o nosso suporte on line?

Por apenas R$ 6.291,00 ( em 9 parcelas de R$ 699,00) você poderá agora mesmo receber a nossa consultoria e suporte e iniciar a preparação da sua empresa rumo a obtenção do certificado de conformidade no Nível A do PBQP-h.




Ainda tem dúvidas? 

Entre em contato com nosso escritório que ligaremos para você imediatamente para tirar todas as dúvidas sobre esse processo e enviar uma proposta de serviços.


Email: comercial@totalsolucoes.eng.br
Telefone:             +55 (22) 2665-8128      
Ou entre em contato diretamente pelo nosso Fale Conosco.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Alterações no PBQP-h - SiAC versão de Dezembro de 2012



Em Dezembro de 2012 foi divulgado no site do Ministério das Cidades, responsável por, dentre outras atividades, gerenciar o PBQPh - Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat, a mudança no regimento do SiAC aplicável a empresas de serviços e obras da construção civil, na época fizemos um comentário no Total Qualidade (mudanças no PBQPh).

O SiAC - Sistema de Avaliação da Conformidade de Empresas de Serviços e obras da construção Civil - é o regimento deste importante programa nacional.  Nele estão contidos os requisitos para que uma construtora ou incorporadora, por exemplo, estabeleça um Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ) bem parecido com o proposto pela ISO 9001:2008.

Assim as principais mudanças do regimento foram:

Os níveis agora ficam sendo apenas A e B.

Novos indicadores deverão ser implantados nos canteiros de obras, conforme especificado no novo requisito 5.4.1.1, veja na íntegra:

5.4.1.1 Objetivos da qualidade voltados à sustentabilidade dos canteiros de obras


São considerados indicadores da qualidade obrigatórios os voltados à sustentabilidade dos canteiros de obras da empresa, devendo minimamente ser os seguintes:

· Indicador de geração de resíduos ao longo da obra: volume total de resíduos descartados (excluído solo) por trabalhador por mês – medido mensalmente e de modo acumulado ao longo da obra em m3 de resíduos descartados / trabalhador.

· Indicador de geração de resíduos ao final da obra: volume total de resíduos descartados (excluído solo) por m2 de área construída – medido de modo acumulado ao final da obra em m3 de resíduos descartados / m2 de área construída.

· Indicador de consumo de água ao longo da obra: consumo de água potável no canteiro de obras por trabalhador por mês – medido mensalmente e de modo acumulado ao longo da obra em m3 de água / trabalhador;

· Indicador de consumo de água ao final da obra: consumo de água potável no canteiro de obras por m2 de área construída – medido de modo acumulado ao final da obra em m3 de água / m2 de área construída;

· Indicador de consumo de energia ao longo da obra: consumo de energia elétrica no canteiro de obras por trabalhador por mês – medido mensalmente e de modo acumulado ao longo da obra em kWh de energia elétrica / trabalhador;

· Indicador de consumo de energia ao final da obra: consumo de energia no canteiro de obras por m2 de área construída – medido de modo acumulado ao final da obra em kWh de energia elétrica / m2 de área construída.

Nota: Os indicadores acima são obrigatórios apenas para as empresas construtoras que atuam no subsetor obras de edificações. Para as que atuam nos demais subsetores - obras lineares de saneamento básico, obras localizadas de saneamento básico, obras viárias e obras de arte especiais – seu uso é facultativo, podendo ainda a empresa substituí-los por outros voltados à sustentabilidade dos canteiros de obras dos empreendimentos em questão.



É mais ou menos assim, a ISO 9001 deixa você a vontade para criar seus próprios indicadores, pois ela é aplicável tanto a um hotel, quanto a uma fabricante de válvulas.  Como o SiAC é um referencial para um segmento de mercado específico, então as coisas ficam mais diretas e eles podem, como neste exemplo, dizer exatamente o que deve ser medido.

É  Importante comentar que os desempenhos (metas) não estão definidos no referencial SiAC, sendo assim a meta da minha construtora pode ser diferente da meta de uma outra construtora no Brasil.

Uma outra mudança importante que vale a pena ressaltar é sobre a Política Nacional de Resíduos Sólidos.  Conforme texto do requisito 7.1.1 - Plano da Qualidade da Obra deverá ser dada definição dos destinos adequados dados aos resíduos sólidos e líquidos produzidos pela obra (entulhos, esgotos, águas servidas), que respeitem o meio ambiente e estejam em consonância com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010) e com as legislações estaduais e municipais aplicáveis.

A partir de agora, a obrigação por seguir essa lei está bem clara no SiAC e é certamente o que  vai gerar maior impacto positivo.  Obras em geral mal administradas são sinônimos de desperdício de recursos e consequentemente geração de muitos entulhos e resíduos.  A redução de custos também significa reduzir os impactos ambientais.

Também tivemos mudanças no 7.4.1.1 - Processo de Qualificação de Fornecedores, o texto adicional é o seguinte:

No caso de fornecedores de materiais, deve ainda considerar a sua formalidade e legalidade, em
atendimento à legislação vigente.

Poderá ser dispensada do processo de qualificação a empresa considerada qualificada pelo Programa Setorial da Qualidade (PSQ) do Sistema de Qualificação de Materiais, Componentes e Sistemas Construtivos (SiMaC) do PBQP-H, para o produto-alvo do PSQ a ser adquirido.

No caso de o produto não ser produto-alvo de PSQ, poderá ser dispensada do processo de qualificação a empresa que apresente certificação no âmbito do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade (SBAC), emitida por Organismo de Certificação de Produto (OCP) acreditado pela Coordenação Geral de Acreditação (CGCRE), do produto a ser adquirido.

É vedado à empresa construtora a aquisição de produtos de fornecedores de materiais e componentes considerados não-conformes nos PSQ.

Poderá ser dispensada do processo de qualificação a empresa detentora de um Documento de Avaliação Técnica (DATec) do Sistema Nacional de Avaliações Técnicas de produtos inovadores (SINAT) do PBQP-H, do produto a ser adquirido.

Uma mudança considerável que vai dar o que falar..........

Outra mudança significativa é a quantidade mínima de serviços de execução controlados (veja quais são eles clicando aqui) em andamento no momento de uma auditoria de certificação, onde possam ser observados pelo auditor a execução adequada dos mesmos.  Antes era de 1/5 do total exigido, agora é de 1/4.  Por exemplo, o nível A exige 100% de instruções de trabalho e treinamento de pessoal para os 25 serviços de execução controlados, então, antes você deveria ter uma obra em andamento com pelo menos 5 serviços de execução controlados para ser auditado.  Agora a exigência aumenta esse número para 6,25 (eu prefiro arredondar para cima e não ter surpresas, sendo então 7 serviços em andamento).

Para quem já tem o nível A as mudanças são significativas demandando alterações principalmente nos PQO´s (Plano de Qualidade da Obra) assim como no monitoramento de indicadores.  Na questão da qualificação dos fornecedores, o incremento foi que em alguns casos fornecedores estarão dispensados de qualificação, em outros, incapacitados para fornecer.

Minha opinião:  Já estava mais do que na hora do governo pressionar as construtoras para terem objetivos e indicadores obrigatórios, principalmente aqueles ligados a sustentabilidade.  Acredito que os resultados de todos esses indicadores deveriam ser canalizados por meio dos relatórios de auditoria de certificação para formação de índices nacionais de desempenho a serem futuramente estudados e agrupados por região, cidade, etc.  

Dessa forma, no futuro, em uma próxima atualização do SiAC, o Ministério das cidades poderia definir também as metas de desempenho.   Por exemplo, as metas para consumo de água total na obra  do tipo ABC por área construída deve ser de X m3 em São Paulo e Y m3 em Belo Horizonte.   Teríamos uma melhoria bastante objetiva no regimento e na aplicação dos recursos na construção civil como um todo e gradativamente uma redução nos impactos ambientais.


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terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Modelos de Serviços de Execução Controlados - PBQPh

A seguir listamos os 25 serviços de execução controlados exigidos pelo PBQPh para o subsetor execução de obras de edificações, com as novas mudanças no regimento é necessário manter instruções de serviço e controle para:

Nível B -  40%
Nível A - 100%

Lista completa:

Serviços preliminares:
1. compactação de aterro;
2. locação de obra.

Fundações:
3. execução de fundação.

Estrutura:
4. execução de fôrma;
5. montagem de armadura;
6. concretagem de peça estrutural;
7. execução de alvenaria estrutural.

Vedações verticais:
8. execução de alvenaria não estrutural e de divisória leve;
9. execução de revestimento interno de área seca, incluindo produção de argamassa em obra, quando
aplicável;
10. execução de revestimento interno de área úmida;
11. execução de revestimento externo.

Vedações horizontais:
12. execução de contrapiso;
13. execução de revestimento de piso interno de área seca;
14. execução de revestimento de piso interno de área úmida;
15. execução de revestimento de piso externo;
16. execução de forro;
17. execução de impermeabilização;
18. execução de cobertura em telhado (estrutura e telhamento).

Esquadrias:
19. colocação de batente e porta;
20. colocação de janela.

Pintura:
21. execução de pintura interna;
22. execução de pintura externa.


Sistemas prediais:
23. execução de instalação elétrica;
24. execução de instalação hidro-sanitária;
25. colocação de bancada, louça e metal sanitário.

Notar que, em qualquer nível, a empresa deve garantir que sejam também controlados todos os serviços de execução que tenham a inspeção exigida pelo cliente. A partir destes, ela deverá ampliar a lista de materiais controlados, considerando aqueles já relacionados como críticos para o atendimento das exigências dos clientes, e que sejam empregados em tais serviços.

Adquira nossa lista com 25 exemplos de instruções de trabalho para os serviços de execução controlados obrigatórios pelo PBQPh e checklist de verificação para todos esses serviços de execução controlados.

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